Alimentação e doenças reumatológicas: o que a ciência diz?
- 4 de abr. de 2025
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Você sabia que o que colocamos no prato pode influenciar diretamente na saúde das nossas articulações?

Embora a alimentação não cure doenças reumatológicas, ela pode ter um papel importante no controle da inflamação e no alívio dos sintomas. A ciência vem mostrando cada vez mais como certos alimentos podem ajudar – ou atrapalhar – quem convive com condições como artrite reumatoide, lúpus, gota e outras doenças autoimunes.
As doenças reumatológicas, em geral, têm um componente inflamatório muito forte. E diversos alimentos influenciam na produção ou no controle de substâncias inflamatórias no nosso corpo. Nesse sentido, adotar uma alimentação anti-inflamatória pode ser uma grande aliada do tratamento médico.
Entre os alimentos benéficos, os campeões são os ricos em ômega-3, como salmão, sardinha, chia e linhaça. Esses ácidos graxos ajudam a reduzir a inflamação sistêmica e podem diminuir dores e inchaços articulares.
Frutas vermelhas, folhas verdes-escuras, azeite de oliva extra virgem, cúrcuma (açafrão-da-terra) e gengibre também têm propriedades anti-inflamatórias comprovadas. Além disso, alimentos ricos em fibras, como grãos integrais, legumes e frutas, contribuem para uma microbiota intestinal saudável – o que está cada vez mais relacionado à regulação do sistema imunológico.
Por outro lado, alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares refinados, gorduras trans e aditivos químicos tendem a aumentar os processos inflamatórios. Bebidas açucaradas, frituras e excesso de carne vermelha também estão associados ao agravamento dos sintomas em algumas doenças autoimunes.
Para quem tem gota, por exemplo, é essencial controlar o consumo de carnes vermelhas, frutos do mar, álcool (principalmente cerveja) e alimentos ricos em purinas, que aumentam o ácido úrico no sangue.
Outro ponto importante é o peso corporal. O excesso de peso sobrecarrega as articulações e piora a dor. Manter um peso saudável, com auxílio da nutrição, pode reduzir significativamente os sintomas.
É importante lembrar que não existe uma “dieta reumatológica única”. Cada pessoa responde de forma diferente e o ideal é procurar um nutricionista especializado, além do acompanhamento com o reumatologista Dr. Bernardo Cunha, para montar um plano alimentar individualizado e seguro.
A boa notícia é que pequenas mudanças já fazem diferença. Comer melhor é uma forma de participar ativamente do seu tratamento, melhorar a qualidade de vida e ter mais energia para o dia a dia. Afinal, a saúde começa pelo que colocamos no prato.
#psi.thayseduarte



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